segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Orunmilá-Ifá

A Religião Tradicional Yorubá, originária da Nigéria, Togo e República do Benin (África Ocidental), uma das raízes do Candomblé, da Umbanda e de outras práticas religiosas brasileiras, tem seu panteão de divindades constituído pelos Orixás e regido por Eledunmare, o Ser Supremo. Seu riquíssimo corpus literário, oralmente transmitido através das gerações, compõe um corpo teológico denso e coerente, mantido invisível em alguns países da diáspora, e uma liturgia bastante complexa.

Orunmilá, ou Ifá, a divindade oracular dos Yorubás, é respeitado por sua sabedoria. A palavra Orunmila, formada da contração de orun-l'o-mo-a-tila, “Somente o Céu conhece os meios de libertação”, resulta também da contração de orun-moola, “Somente o céu pode libertar”. A palavra Ifá tem por raiz fa, que significa “acumula”, “abraçar”, “conter”, indicando que todo o conhecimento tradicional Iorubá acha-se contido no Corpus Literário de Ifá, o Odu Corpus, conjunto de conhecimentos esotéricos e registros históricos dessa milenar tradição.


Eleri-ipin, testemunha (ou defensor) do destino humano, Ifá presencia o nascimento de todos os seres. Somente ele conhece o ipin ori, destino do ori (Essência Divina), e pode sondar o futuro e orientar quem o procura. Por isso é consultado nos momentos críticos da existência.


A palavra Orunmilá designa a divindade, enquanto a palavra Ifá designa, simultaneamente, a divindade e o sistema divinatório a ela associado. Para orientar os que o procuram, o sacerdote de Ifá, chamado Babalawo, pai do segredo, reporta-se ao Odu Corpus que, além de preservar a história dos Orixás, preserva também ensinamentos sobre curas com recursos naturais, razão pela qual deve conhecer, além da prática divinatória, o preparo de remédios.

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