A
Religião Tradicional Yorubá, originária da Nigéria, Togo e República do Benin
(África Ocidental), uma das raízes do Candomblé, da Umbanda e de outras práticas
religiosas brasileiras, tem seu panteão de divindades constituído pelos Orixás e
regido por Eledunmare, o Ser Supremo. Seu riquíssimo corpus literário, oralmente
transmitido através das gerações, compõe um corpo teológico denso e coerente,
mantido invisível em alguns países da diáspora, e uma liturgia bastante
complexa.
Eleri-ipin,
testemunha (ou defensor) do destino humano, Ifá presencia o nascimento de todos
os seres. Somente ele conhece o ipin ori, destino do ori (Essência Divina), e
pode sondar o futuro e orientar quem o procura. Por isso é consultado nos
momentos críticos da existência.
A
palavra Orunmilá designa a divindade, enquanto a palavra Ifá designa,
simultaneamente, a divindade e o sistema divinatório a ela associado. Para
orientar os que o procuram, o sacerdote de Ifá, chamado Babalawo, pai do
segredo, reporta-se ao Odu Corpus
que, além de preservar a história dos Orixás, preserva também ensinamentos sobre
curas com recursos naturais, razão pela qual deve conhecer, além da prática
divinatória, o preparo de remédios.
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